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Brincar é uma arte que agrega prazer e conhecimento.

As brincadeiras infantis promovem o desenvolvimento global das crianças, incentivando a interação entre elas, o aprendizado e a resolução de conflitos. Elas vão, aos poucos, construindo suas escalas de valores.

Quando uma criança brinca, ela trabalha com materiais heterogêneos (pedra, areia, madeira, papel e outros), faz construções sofisticadas da realidade e desenvolve seu potencial criativo, transformando os objetos para atender os desejos de sua imaginação, isto é, um cabo de vassoura pode virar um cavalo; com areia e folhas, ela faz um almoço delicioso, bolos e doces para a sobremesa; uma caixinha de papelão se transforma em carro, enfim, ela vai atribuindo significados aos objetos conforme a história que ela está montando no seu interior.


A poesia de Mário Quintana “Lili inventa o mundo” nos mostra esse universo criativo onde Lili, uma menina de aproximadamente 5 anos, com uma latinha de sardinha nas mãos que cria um verdadeiro filme de ação e, num dos momentos cruciais da história inventada por ela, alguém a leva para dormir interrompendo o seu mundo da fantasia sem nem imaginar o que acontecia naquele momento.

Lili vive no mundo do faz-de-conta.
Faz de conta que isto é um avião, zum...
Depois aterrizou em pique e virou trem
Tuc, tuc, tuc, tuc...
Entrou pelo túnel chispando.
Mas debaixo da mesa havia bandidos.


Pum! pum! pum! pum!
O trem descarrilou. E o mocinho? Meu Deus!
No auge da confusão, levaram Lili para a cama à força.
E o trem ficou tristemente derribado no chão,
Fazendo de conta que era mesmo uma lata de sardinha.




Muitas crianças conseguem brincar sozinhas utilizando objetos, mas, ao brincar em grupo elas se socializam, interagem, aprendem a conviver com regras, com ganhos e perdas, desenvolvem a imaginação e o potencial criativo.
Cada criança vai construindo seu conhecimento na convivência do ambiente familiar e na interação com as demais pessoas do meio onde vive e, desse conhecimento, fazem parte os brinquedos e as brincadeiras infantis.





A brincadeira é uma linguagem infantil e no ato de brincar todos os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que realmente são.

É importante que os educadores resgatem as brincadeiras e brinquedos que foram vivenciadas pelos pais e avós dos seus alunos, que oriente, ofereça às crianças atividades lúdicas, jogos, brincadeiras e proponha que confeccionem brinquedos. Sendo assim, crianças e professores se aproximam e o conhecimento vai sendo construído pouco a pouco.





O principal indicador da brincadeira entre as crianças é o papel que assumem enquanto brincam, elas transformam a bagagem de saber que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca e é no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido, suas competências e as relações que possuem com outros papéis, tomando consciência disto e generalizando para outras situações.






As crianças adoram brincar de imitação, elas imitam os adultos, revivem uma experiência vivida na família ou em outros ambientes, imitam cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas em livros, ora são fadas, ora bruxas, professoras, médicos, mães, pais, chefe ou outras profissões. Elas invertem os papéis em poucos minutos.

Brincar para muitos pode ser considerado apenas passatempo mas elas vão aprendendo a enfrentar o mundo com todas as situações que forem aparecendo. Isto auxilia o desenvolvimento da criatividade e da autonomia. Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação.

Brincando a criança desenvolve potencialidades; ela compara, analisa, nomeia, mede, associa, calcula, classifica, compõe, conceitua e cria.

"Soubéssemos nós adultos preservar o brilho e o frescor da brincadeira infantil, teríamos uma humanidade plena de amor e fraternidade. Resta-nos, então, aprender com as crianças." (Monique Deheinzelin).






Ivete Raffa
Arte educadora e Pedagoga
www.iveteraffa.com.br